Brasil

Porto Alegre tem a 5ª cesta básica mais cara do país.

Valor de R$ 870,62 representa aumento de 7,24% em relação ao mês anterior

O custo da cesta básica subiu em maio em todas as 27 capitais do País, pressionado principalmente por altas em itens como batata, tomate, carne e feijão, de acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em Porto Alegre, alta foi de 7,24%, fechando no valor de R$ 870,62 em maio. A cidade registrou a quinta cesta básica mais cara do País no mês.

Entre abril e maio de 2026, as outras elevações mais importantes ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%) e Fortaleza (7,48%). São Paulo continuou com a cesta mais cara do País: R$ 952,20, após alta mensal de 5,08%.

Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43). No Norte e Nordeste, onde a composição é diferente, os menores valores foram registrados em São Luís (R$ 651,15) e Aracaju (R$ 652,73).

Na comparação anual, quase todas as capitais tiveram aumento entre maio de 2025 e maio de 2026, com variações de 0,79% (Boa Vista) a 14,29% (Recife). A única queda foi em São Luís (-2,52%). No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta, com taxa oscilando de 3,45% (São Luís) a 21,94% (Recife).

A alta da cesta também elevou o esforço do trabalhador. Em maio, o tempo médio necessário para comprar os itens foi de 105 horas e 50 minutos trabalhados, acima de abril (100 horas e 52 minutos).

Em média, o gasto comprometeu 52,01% do salário mínimo líquido. Com base na cesta mais cara, o Dieese estimou que o ‘salário mínimo necessário’ deveria ter sido de R$ 7.999,44, ou 4,93 vezes o salário mínimo de R$ 1.621,00.

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REPORTAGEM: CHRISTIANO MONTEIRO

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