A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (16), um casal suspeito de falsificação de documento público. Segundo as investigações, a dupla apresentou alvarás de soltura forjados para liberar de forma indevida presos custodiados em cadeias do RJ.
Um dos beneficiados, de acordo com a PF, é João Filipe Barbieri, um dos maiores traficantes de armas do mundo.
Arlésio Luiz Pereira Santos e Josefa Antonio da Silva foram presos por policiais da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE), do Núcleo de Capturas (NUCAP/DREX) e da Delegacia de Polícia Federal em Macaé (DPF/MCE), em Itaboraí, na Região Metropolitana do RJ.

Documentos suspeitos
No momento da abordagem nesta terça-feira, em Itaboraí, o casal apresentou documentos de identificação com indícios de falsificação aos policiais.
Os presos foram encaminhados ao sistema prisional do Rio de Janeiro, onde permanecerão à disposição da Justiça. O casal responderá por associação criminosa e falsificação de documento público.
Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Saída pela porta da frente
João Filipe Barbieri saiu do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, em 18 de novembro de 2020, pela porta da frente — mas o alvará era falso.
Ele é enteado de Frederick Barbieri, considerado o “Senhor das Armas” e que está preso nos Estados Unidos. Tal como o padrasto, é acusado de integrar uma quadrilha que, segundo a Polícia Federal, enviou milhares de fuzis para o Brasil em aquecedores de piscina.
O enteado de Frederick estava preso desde 2017, condenado a 27 anos de prisão por associação para o tráfico e tráfico internacional de armas. Mal cumpriu 3 anos da pena.
Em abril de 2021, a Divisão de Capturas da Polícia Interestadual (Polinter) prendeu João Filipe na favela do Jacaré, em Piratininga, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
Segundo a Polícia Civil, João Filipe articulou a saída da cadeia para cobrar uma dívida.
“O João Filipe foi para São Paulo, passou por Minas Gerais e Espírito Santo. Essa volta dele para o Rio de Janeiro foi para tentar receber uma quantia de pelo menos R$ 500 mil que os traficantes ainda estavam lhe devendo de negociações passadas”, explicou o delegado Mauro César.
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REPORTAGEM: CHRISTIANO MONTEIRO