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El Niño pode atingir intensidade muito forte, alerta agência dos EUA.

De acordo com o relatório divulgado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, na manhã desta quinta-feira (11), o fenômeno possui uma probabilidade de 63% de se tornar um “Super El Niño”

El Niño começou oficialmente e a previsão é de que se intensifique, tornando-se um “Super El Niño”, com grandes mudanças nos padrões climáticos globais e um clima ainda mais quente, de acordo com um novo relatório divulgado na manhã desta quinta-feira (11) pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica).

El Niño é um padrão climático periódico no Oceano Pacífico tropical que altera os ventos e apresenta águas excepcionalmente quentes no Pacífico central e oriental. Essas mudanças nos ventos e nas temperaturas oceânicas têm efeitos em cascata nos padrões climáticos em todo o mundo.

O Centro de Previsão Climática da NOAA atribui a este El Niño uma probabilidade de 63% de se tornar um evento “muito forte” (conhecido popularmente como Super El Niño) e um dos “maiores eventos El Niño registrados historicamente desde 1950”.

Em um sinal da certeza do centro em sua previsão, ele atribui 100% de probabilidadede o El Niño continuar durante o outono e probabilidades extremamente altas de continuar durante o inverno.

Nos últimos meses, grandes volumes de água excepcionalmente quente têm se deslocado do Pacífico ocidental para o Pacífico tropical oriental, impulsionados pela mudança na direção dos ventos.

Essa água excepcionalmente quente percorreu uma profundidade de cerca de 180 a 300 metros abaixo da superfície do oceano e está começando a aflorar a milhares de quilômetros a leste, mais perto da América do Sul. Dinâmicas semelhantes ocorreram durante eventos El Niño intensos no passado.

Os eventos Super El Niño são relativamente raros, sendo os mais recentes ocorridos em 2015-16, 1997-98 e 1982-83.

Como o El Niño envolve a transferência de uma grande quantidade de energia térmica do oceano para a atmosfera, esse fenômeno também tem implicações para o clima global.

Ele eleva as temperaturas médias globais da superfície, além da tendência de aquecimento causada pela poluição dos combustíveis fósseis, praticamente garantindo que 2027 superará 2024 e estabelecerá um novo recorde como o ano mais quente do planeta.

Como o Centro de Previsão Climática monitora o El Niño

Para medir o El Niño, o Centro de Previsão Climática utiliza o Índice Oceânico Niño — uma média móvel de três meses das anomalias da temperatura da superfície do mar na “região Niño” do Oceano Pacífico. Pelo menos quatro El Niños “muito fortes” (ou “Super” El Niño) ocorreram durante esse período.

Gráfico de monitoramento do El Niño • CNNi

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REPORTAGEM: CHRISTIANO MONTEIRO

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