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Deolane é ligada a investigação do PCC por negócios de Marcolinha.

Uma transportadora que seria usada para negócios ilícitos dos irmãos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, levou a polícia e o Ministério Público de São Paulo ao nome da advogada e influenciadora Deolane Bezerra. Nas investigações, ela figura em um dos quatro núcleos da estrutura de poder que teria sido montada para operar o esquema.

Como Deolane está ligada à investigação
A polícia de São Paulo identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado aos irmãos Camacho por meio de uma transportadora que desembocou no nome de Deolane Bezerra. A influenciadora, que soma mais de 21 milhões de seguidores em uma rede social, foi tratada como peça principal do esquema em que outras cinco pessoas foram indiciadas. No esquema detalhado em relatório, ela aparece como parte do núcleo financeiro — que estaria em quarto escalão na estrutura hierárquica criada, segundo a investigação, para lavar dinheiro dos líderes da facção.

Deolane é mencionada no documento como “beneficiária de valores” que teriam origem na transportadora Lopes Lemos Transportes, localizada próxima da penitenciária de Presidente Venceslau. Apesar de ser caracterizada pela investigação como “principal engrenagem na complexa estrutura de lavagem de capitais”, a advogada se submetia a três outros núcleos com mais poder: operacional, comandado por Ciro Cesar Lemos e Everton de Souza, que por sua vez seguiam ordens do núcleo dos mensageiros, composto pelos filhos de Marcolinha, que recebiam instruções dos supostos líderes máximos do PCC, os irmãos Camacho.

Ela é apontada na investigação como “verdadeiro caixa da facção criminosa”. Segundo o relatório, as empresas ligadas a ela são suspeitas de terem sido usadas como “veículos de lavagem de dinheiro com movimentações vultosas e incompatíveis com a renda declarada”. Setores de inteligência de abrangência nacional afirmam que o suposto esquema tem características de negócios familiares, e não de toda a facção, e que o mais comum para lavagem de valores elevados em dinheiro é o uso de fintechs, não de bens de luxo, como apontam na ligação com a advogada.

Prisão de Deolane teve caráter vexatório, diz advogado da influenciadora. Segundo Aury Júnior, houve uma “c… –

Prisão de Deolane teve caráter vexatório, diz advogado da influenciadora. Segundo Aury Júnior, houve uma “caça às bruxas” envolvendo a advogada. “Deolane sempre foi um troféu, uma figurinha premiada. Outras pessoas estão sendo investigadas e, eventualmente, serão presas, mas é claro que ela é alguém que chama atenção”. Na terça (9), a Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou um pedido de liberdade feito pela defesa. Na quarta (10), a influenciadora foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Marcola e Alejandro negam participação no esquema investigado. Os irmãos também negam “titularidade direta.

Os mensageiros que fizeram chegar ao nome de Deolane


Ponto de partida para a investigação foram manuscritos encontrados no esgoto de uma cela em Presidente Venceslau. O boletim de ocorrência feito por agentes deu origem a investigações e, por fim, à operação que pediu a prisão preventiva de Marcola e Marcolinha, já presos, Deolane, os filhos de Marcolinha, Leonardo e Paloma Camacho e Everton de Souza, apontado como administrador dos bens dos irmãos.

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REPORTAGEM: CHRISTIANO MONTEIRO

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