O lateral Douglas Santos declarou em entrevista coletiva, que os jogadores estão orando pela recuperação de Neymar.
Não explicou se é uma oração solitária, antes de dormir, ou se os jogadores se reunem em uma daquelas rodad em que a oração é gritada tão alto, talvez com a esperança que os pedidos ultrapassem as nuvens e cheguem aos ouvidos do Criador.
Eu sempre defendi a tese que a religiosidade exacerbada dos jogadores brasileiros é um mal. Atrapalha o entendimento tático e a leitura do jogo.
Para eles, tudo é por ordem do Divino. Não o Ademir da Guia e sim, o outro, Aquele ao qual todo gol, toda defesa, todo desarme é consagrado. Toda entrevista também.

Vocês se lembram de alguma que não comece assim: “Primeiramente, quero agradecer a Deus….”
Mas, voltemos à Ciência.
Neymar se contundiu dia 17 de maio. O Santos disse que era um edema. Os médicos da seleção diagnosticaram lesão muscular 2.
Hoje, dia 16 de junho, ele voltou a treinar. De tênis e depois, com chuteiras. Alguns piques, nada que pudesse atrapalhar sua recuperação.
Vai ficar fora do jogo com o Haiti e há dúvidas que entre contra a Escócia. Depende de três coisas: a primeira, lógico, é se ele tem condições físicas para atuar, a segunda é o desenrolar do jogo e a terceira, o desenvolvimento do campeonato.
Se o Brasil estiver ganhando fácil ou já estiver classificado, é mais provável a sua entrada. Ou seria o contrário? Estamos ferrados, coloca o Neymar.
Se as orações e o tratamento médico funcionarem – não podemos esquecer que é um corpo mal cuidado de 34 anos – acredito que ele enfrentará Holanda ou Japão na próxima fase.
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REPORTAGEM: CHRISRIANO MONTEIRO