Ela fingiu gravidez, foi aceita na família do ex e envenenou o café da manhã deles
A advogada Amanda Partata Mortoza foi condenada a 6 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de extorsão, perseguição e falsidade ideológica praticados contra o ex-namorado.
A advogada Amanda Partata Mortoza, de 31 anos, foi condenada a 6 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de extorsão, perseguição e falsidade ideológica praticados contra o ex-namorado. A decisão foi proferida no dia 10 de junho pelo juiz Luciano Borges da Silva.

Amanda está presa desde dezembro de 2023 e aguarda julgamento por uma acusação ainda mais grave: o suposto envenenamento de Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, pai do ex-namorado, e de Luzia Tereza Alves, de 86 anos, mãe dele.
Segundo as investigações, as vítimas passaram mal após consumirem alimentos levados pela advogada à residência da família em Goiânia
A Polícia Civil sustenta que os alimentos teriam sido adulterados com uma substância tóxica, hipótese que levou à acusação de duplo homicídio por envenenamento.
Segundo a polícia, Amanda teria pesquisado na internet informações sobre venenos e adquirido uma substância sem gosto e sem odor antes do crime. Os investigadores apontam que os alimentos levados à residência teriam sido adulterados.
Um dos familiares não consumiu os doces e escapou. Outro parente também teria sido afetado. “O caso é bem complexo, envolve um grau de psicopatia. O que nós adiantamos é que, de fato, se trata de um duplo homicídio por envenenamento”, afirmou o delegado Carlos Alfama durante as investigações.

A defesa de Amanda informou ao g1 que pretende recorrer da condenação pelos crimes contra o ex-namorado. O advogado Rodrigo Faucz sustenta que a sentença não reflete o conjunto de provas apresentado no processo e afirma que a cliente apresenta problemas de saúde mental.
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REPORTAGEM: CHRISTIANO MONTEIRO